sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bonito-MS "Capital do Ecoturimo"






Bonito situa-se na região da Serra da Bodoquena, um planalto carbonatado na fronteira sudeste do Pantanal. Rios de águas límpidas serpenteiam em meio a montanhas, cheios de vida selvagem. Lindas cachoeiras, escarpas e inúmeras cavernas completam este maravilhoso cenário para aventuras e atividades, que variam da pratica tranquila de snorkel flutuando rio abaixo cercado de cardumes à pratica de rapel em abismos profundos.


Turismo em Bonito e na Serra da Bodoquena

As atividades no paraíso de aventuras de Bonito incluem caminhadas, ciclismo, rafting, flutuação com snorkel rio abaixo, rapel, cavalgadas, arvorismo e espeleoturismo. Além de trilhas para contemplação da natureza e observação da vida silvestre !

Há mais de 30 programas e circuitos turísticos disponíveis, sendo que a maioria ocorrem em áreas privadas, algumas reservas naturais, a maioria possuindo capacidade de carga turística definidas e monitoradas. Isso significa que há necessidade de reservar os passeios com antecedência.

Há uma diversidade de meios de hospedagem, variando de locais para mochileiros a turistas que preferem os confortos de resorts.


Decifrando Bonito

Bonito tem seu apelo especial em virtude dos depósitos de carbonatos onde se situa. Os rios do planalto da Bodoquena tem filtrado as águas carbonatadas a níveis quase nulos de turbidez. Uma extensa camada de “tufa”, uma rocha macia de calcita porosa, pode ser encontrada ao longo do sistema de drenagem da área, formando poços e lindas cachoeiras. Mais de cem cavernas podem ser encontradas na região, muitas das quais abertas à visitação publica, podendo-se mergulhar em três delas. A mais famosa é a Lagoa Azul, um sitio do patrimônio nacional. Uma das mais ‘radicais’ cavernas é o Abismo de Anhuma, onde se pode fazer rapel de mais de 70 metros.

A Serra da Bodoquena é parte do bioma Cerrado, que se estende no Brasil por cerca de 2 milhões de Km², uma área equivalente a da Europa Ocidental. O Cerrado tem uma vegetação extremamente antiga e alguns cientistas especulam que ela exista antes da separação dos continentes sul-americano e africano. O que geralmente se aceita é que houve uma dinâmica inter-relação entre o Cerrado e a floresta amazônica durante a última era glacial.

A densidade e composição da vegetação do Cerrado do relacionamento de vários fatores: condições do solo, pluviometria, altitude, proximidade de rios e disponibilidade de águas no subsolo. As queimadas naturais também são um importante fator. Esta complexa inter-relação faz do Cerrado um interessante mosaico de paisagens que varia de mata tropical seca (Cerradão) a “campos limpos”, que florescem nos profundos e bem drenados solos dos planaltos centrais do Brasil.

Levando-se em conta a antiguidade e a interação com a floresta amazônica, não é surpresa que o Cerrado brasileiro é considerado a mais rica savana do planeta pelo seu alto grau de endemismo e diversidade de flora. Estima-se que no Cerrado ocorra 10 mil espécies de plantas, sendo que mais de 40% são endêmicas ao bioma, em sua maioria gramíneas.

Para os grandes mamíferos sul-americanos o Cerrado é um importante habitat. Isto inclui o elegante lobo-guará, o impressionante tatu gigante, o tamanduá-bandeira, a anta, diversos tipos de cervos e felinos como a onça e a suçuarana. Primatas como os micos e bugios também podem ser encontrados em áreas de alta densidade de árvores.

A avifauna pantaneira é extensa e inclui mais de 800 espécies. As grandes aves típicas do Cerrado são a ema e a seriema.

Muito comuns são os grandes ninhos de cupins e de formigas cortadeiras. Cupins e formigas não são só alimentos para muitos animais, eles são ativos renovadores da paisagem, provendo novas oportunidades para florescimento de plantas.

Na região da Bodoquena, no topo das montanhas e ao longo dos rios, encontram-se densas matas ciliares, onde a altitude varia de 200 a 600 metros acima do nível do mar.

A Serra da Bodoquena é também uma importante área de contribuição para manutenção do Aqüífero Guarani, considerado por muitos como a maior reserva de água potável do planeta, que se estende por uma área estimada em 1,2 milhões de Km². Por sua importância geológica, a Comissão Brasileira de Geologia e Paleobiologia propôs fazer da Bodoquena um ‘geopark’.

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